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Casal saiu da cidade grande, para morar no interior do Rio Grande do Sul e investir na fruticultura

Fabiana Ribeiro Gomes é natural de Caxias do Sul, Cleber Olibone Moreto de Vacaria, passaram boa parte da vida, residindo em centros maiores, porém o sonho de Cleber em investir na plantação de uva, aliado ao trabalho da esposa Fabiana, que atua há 13 anos como contadora na Câmara Municipal de Vereadores de Pinhal da Serra, trouxe o casal e os dois filhos para a pequena cidade Pinhalense.
Seis anos já se passaram, desde que decidiram fixar residência na comunidade de Barra Grande, interior de Pinhal da Serra e ali investir na produção de uva. Esse ano de 2026 é o segundo de produção e comercialização da fruta.
Cleber é técnico em fruticultura e sempre teve o sonho de ter um parreiral e a compra do terreno em Pinhal há 13 anos, já tinha esse objetivo. Hoje eles investem nas variedades de niágara rosê e bordô em uma área de 1.2 hectare de terra. A produção hoje é comercializada grande parte envida para cantinas em Flores da Cunha e um percentual é destinado a venda direta em supermercados da região, principalmente em Anita Garibaldi, Vacaria e Pinhal da Serra.
O diferencial do parreiral do casal, são as coberturas utilizando uma espécie de plástico grosso, que protege contra as intempéries da natureza e auxilia na qualidade do fruto, principalmente na variedade Rosê.
A produção neste ano, segundo Fabiana, foi boa. Entre as duas variedades foram colhidos mais de 20 mil kg. “Essa é a quantidade que o mercado comporta principalmente da uva rosê, se produzirmos mais se torna inviável, pois temos mais produtores no município. Nossas uvas têm uma ótima aceitação no mercado, temos todo um trabalho de soltar os cachos da uva Rosê enquanto estão no pé, para que os cachos se desenvolvam”, comenta Fabiana que sinaliza para o futuro uma ampliação na produção da uva bordô.
Perguntada se pelo fato de as parreiras estarem cobertas, as uvas são orgânicas, a produtora destaca que não podem ser consideradas orgânicas, pois é feito um tratamento no início da produção, porém no decorrer do desenvolvimento não utilizam nenhum tipo de defensivo. “A cobertura das parreiras é um diferencial até na questão da utilização de defensivos, pois estamos localizados em meio a outras lavouras com outras culturas produzindo e isso não atrapalha a nossa produção. Até convidamos as pessoas na época da colheita, para irem conhecer e ver que o que falamos é a realidade”, comenta.
Perguntada sobe a mão de obra, Fabiana destaca que é familiar, principalmente nas uvas rosê, que cuida é ela, o esposo e os filhos. Já a niágara eles contratam pessoas da comunidade e conhecidos para auxiliar na colheita, por ser em mais quantidade.
Além da uva, a família também produz caqui e bergamota que ajuda na renda e ocupa espaços nas laterais do parreiral e ajuda proteger. A família também trabalha com a criação de gado. “Uma pequena propriedade, mas diversificada, pois ficar somente em uma cultura não dá”, destaca Fabiana.
Além dos investimentos no meio rural que foi o principal objetivo da família ter vindo para Pinhal da Serra, aliado ao trabalho de contadora na câmara de vereadores, o casal tem um escritório de contabilidade no município e o esposo Cleber que também é contador, presta assessoria a outros produtores na área da fruticultura também.
Uma das perguntas que muitas pessoas fazem é: Como é sair da cidade grande para morar em uma pequena cidade como Pinhal da Serra?
“A gente imaginava que ia ser um pouco diferente, na verdade todo mundo tem aquela ideia de vir para o interior para descansar e nem sempre isso acontece, mas aqui a gente tem uma qualidade de vida melhor, porque os filhos estão mais próximos, mas a rotina no sítio é diferente da rotina urbana, menos estresse, você está ali colhendo a fruta e ela não reclama, ela não briga contigo”, brinca a produtora enfatizando que é uma terapia trabalhar com a fruticultura, mas que precisa de dedicação.

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