logo RCN

Dia Mundial de Conscientização do Autismo

“Informação gera empatia, empatia gera respeito”. Com esse lema, o Dia Mundial do Autismo, celebrado em 2 de abril, chama a atenção para a importância de reconhecer e respeitar as habilidades e particularidades das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em Santa Catarina, o Governo do Estado amplia os serviços de assistência e avança na implementação de políticas públicas, incluindo a recente lei estadual que assegura direitos a pessoas com diagnóstico tardio para a condição.

Santa Catarina conta com uma rede de atendimento integrada, que acompanha o paciente desde a Atenção Primária à Saúde (APS) até os Centros de Reabilitação. Atualmente, estima-se que entre 35 mil e 40 mil catarinenses sejam atendidos ou estejam em investigação para TEA na rede pública.

A porta de entrada para investigar e chegar ao diagnóstico do TEA é pela Unidade Básica de Saúde mais próxima da residência do paciente. A partir daí, iniciam-se os atendimentos e encaminhamento para o serviço terapêutico e/ou especializado de reabilitação da macrorregião de saúde a que o paciente pertence.

Uma comissão técnica estadual trabalha para ampliar o diagnóstico e o atendimento em 2025, com o objetivo de melhorar a cobertura e a qualidade dos serviços. A proposta é fortalecer ainda mais a estrutura de atendimento com a criação da Política Catarinense para Pessoas com TEA, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SED) e a Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE).

“O autismo não tem idade para ser diagnosticado, e todos merecem acesso a tratamento e inclusão”, reforça Jaqueline Reginatto, gerente de Habilitações e Redes de Atenção da SES. Com a nova linha de cuidado e a expansão dos serviços, Santa Catarina avança no acolhimento e no respeito às diferenças.

Atendimento especializado

Santa Catarina possui seis Centros Especializados em Reabilitação (CER) que oferecem diagnóstico, terapias e acompanhamento multiprofissional. Estão localizados em Florianópolis, Criciúma, Itajaí, Lages, Blumenau e Joaçaba, sendo este último, o único CER III no estado que presta atendimentos de três modalidades de reabilitação que podem ser física, intelectual, visual ou auditiva. 

A SES mantém ainda convênios com 143 serviços terapêuticos, muitos deles geridos por Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs), que atendem mais de 20 mil pessoas com TEA em todo o estado. Mensalmente, são investidos mais de R$ 3 milhões nesses serviços, sendo R$ 1,8 milhão provenientes do Governo do Estado.

Lei do Diagnóstico Tardio

Um dos avanços recentes é a Lei 18.972, sancionada em 2024, que garante direitos e acesso a serviços para pessoas com diagnóstico tardio de autismo. A medida assegura que adultos e adolescentes também recebam os benefícios de tratamento e suporte, mesmo quando identificados tardiamente.

O objetivo é corrigir uma lacuna histórica no sistema de saúde, permitindo que pessoas que passaram anos sem diagnóstico tenham acesso a terapias, suporte social e políticas públicas de inclusão. A legislação altera a Lei nº 17.292/2017, que antes focava apenas no diagnóstico precoce em crianças e adolescentes.

Defesa Civil de Vargem participou de seminário sobre mudanças climáticas Anterior

Defesa Civil de Vargem participou de seminário sobre mudanças climáticas

Segunda Assembleia da AMPLASC aconteceu em Abdon Batista Próximo

Segunda Assembleia da AMPLASC aconteceu em Abdon Batista

Deixe seu comentário